domingo, fevereiro 22, 2015

Tarja preta



Tarja preta


A minha felicidade está dividida em 28 pedaços
que se espalham em uma caixa preta, e se dissolvem
em sucos gástricos de tristeza.

Partes dosadas que não me livram do desalento dos
dias contados em que hei de pensar na morte.
E que o sinônimo de ser forte é ter olhar triste,
caminhar hesitante e um pesar na sorte.


Metades tomadas por inteiro pra ter a fixada
adinamia arrancada do peito pelos intervalos de clarão
e noite das horas plantadas no corpo lacerado.


Um todo contristado feito de refúgio e coração.
Repartido por horários,
Repetido nos vocabulários,
Como máculas de desistência e substituição.


Um meio de fechar o olhos,
e pedir que o tempo páre.
Uma parte destoada da melancolia.
E um todo que diverge da alegria desses dias.

5 comentários:

cadu disse...

o naturalmente belo oblitera o fotógrafo. nunca fui bom com a câmera, e nunca precisei ser quando bato fotos tuas.

te amo muito.

cintcheska disse...

Eu leio o que vc escreve, e é incrível, vc exala poesia guria! É lindo! Mas quer saber, se é preciso tanta dor assim pra que a poesia saia, se ela existe por esse motivo, então seria melhor o mundo ficar com menos uma poetisa. Quero-te forte amor meu, e feliz, feliz feliz! Nem que seja no silêncio! Melhor ainda, aliar o teu talento com a tua felicidade! É isso. Te amo. E quero teu bem. Saudade que sufoca!

cadu disse...

depois apaga isso aqui.

Renatíssimo disse...

eeeeeee Carolllllll
Só passando pra dizer que dei uma lida aqui! Tudo muito bom, como sempre!
Beijão! :**

ana disse...

poxa bem forte essa poesia!
nao gosto de saber que vc tem ou teve tanta dor assim!
gosto de lembrar vc sorrindo e superando as barreiras que vem em sua vida! e pra terminar vc e realmente ferra com as palavras! bjs